Questões Linguagens e Códigos UNESP 2021 com Gabarito
Questões Linguagens e Códigos UNESP 2021 com Gabarito
Linguagens e Códigos
QUESTÃO 01
UNESP 2021: Examine a tira de André Dahmer.
Contribui para o efeito de humor da tira o recurso
(A) ao pleonasmo.
(B) à redundância.
(C) ao eufemismo.
(D) à intertextualidade.
(E) à metalinguagem.
Para responder às questões de 02 a 05, leia a crônica de Machado de Assis, publicada em 19.05.1888.
Eu pertenço a uma família de profetas après coup¹, post facto², depois do gato morto, ou como melhor nome tenha em holandês. Por isso digo, e juro se necessário for, que toda a história desta lei de 13 de maio estava por mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar um molecote que tinha, pessoa dos seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que, perdido por mil, perdido por mil e quinhentos, e dei um jantar.
Neste jantar, a que os meus amigos deram o nome de banquete, em falta de outro melhor, reuni umas cinco pessoas, conquanto as notícias dissessem trinta e três (anos de Cristo), no intuito de lhe dar um aspecto simbólico.
No golpe do meio (coup du milieu³, mas eu prefiro falar a minha língua), levantei-me eu com a taça de champanha e declarei que, acompanhando as ideias pregadas por Cristo, há dezoito séculos, restituía a liberdade ao meu escravo Pancrácio; que entendia que a nação inteira devia acompanhar as mesmas ideias e imitar o meu exemplo; finalmente, que a liberdade era um dom de Deus, que os homens não podiam roubar sem pecado.
Pancrácio, que estava à espreita, entrou na sala, como um furacão, e veio a abraçar-me os pés. Um dos meus amigos (creio que é ainda meu sobrinho) pegou de outra taça, e pediu à ilustre assembleia que correspondesse ao ato que eu acabava de publicar, brindando ao primeiro dos cariocas.
Ouvi cabisbaixo; fiz outro discurso agradecendo, e entreguei a carta ao molecote. Todos os lenços comovidos apanharam as lágrimas de admiração. Caí na cadeira e não vi mais nada. De noite, recebi muitos cartões. Creio que estão pintando o meu retrato, e suponho que a óleo.
No dia seguinte, chamei Pancrácio e disse-lhe com rara franqueza:
— Tu és livre, podes ir para onde quiseres. Aqui tens casa amiga, já conhecida e tens mais um ordenado, um ordenado que…
— Oh! meu senhô! fico.
— … Um ordenado pequeno, mas que há de crescer.
Tudo cresce neste mundo; tu cresceste imensamente. Quando nasceste, eras um pirralho deste tamanho; hoje estás mais alto que eu. Deixa ver; olha, és mais alto quatro dedos…
— Artura não qué dizê nada, não, senhô…
— Pequeno ordenado, repito, uns seis mil-réis; mas é de grão em grão que a galinha enche o seu papo. Tu vales muito mais que uma galinha.
— Eu vaio um galo, sim, senhô.
— Justamente. Pois seis mil-réis. No fim de um ano, se andares bem, conta com oito. Oito ou sete.
Pancrácio aceitou tudo; aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por me não escovar bem as botas; efeitos da liberdade. Mas eu expliquei-lhe que o peteleco, sendo um impulso natural, não podia anular o direito civil adquirido por um título que lhe dei. Ele continuava livre, eu de mau humor; eram dois estados naturais, quase divinos.
Tudo compreendeu o meu bom Pancrácio; daí para cá, tenho-lhe despedido alguns pontapés, um ou outro puxão de orelhas, e chamo-lhe besta quando lhe não chamo filho do diabo; coisas todas que ele recebe humildemente, e (Deus me perdoe!) creio que até alegre.
O meu plano está feito; quero ser deputado, e, na circular que mandarei aos meus eleitores, direi que, antes, muito antes de abolição legal, já eu, em casa, na modéstia da família, libertava um escravo, ato que comoveu a toda a gente que dele teve notícia; que esse escravo tendo aprendido a ler, escrever e contar (simples suposição) é então professor de Filosofia no Rio das Cobras; que os homens puros, grandes e verdadeiramente políticos, não são os que obedecem à lei, mas os que se antecipam a ela, dizendo ao escravo: és livre, antes que o digam os poderes públicos, sempre retardatários, trôpegos e incapazes de restaurar a justiça na terra, para satisfação do céu.
(Machado de Assis. Crônicas escolhidas, 2013.)
¹après coup: a posteriori.
²post facto: após o fato.
³coup du milieu: bebida, às vezes acompanhada de brindes, que se tomava no meio de um banquete.
QUESTÃO 02
UNESP 2021: O termo que melhor caracteriza o narrador da crônica é
(A) altruísta.
(B) devoto.
(C) hipócrita.
(D) visionário.
(E) impulsivo.
QUESTÃO 03
UNESP 2021: O trecho “profetas après coup, post facto, depois do gato morto” (1º parágrafo) sugere que o narrador se considera um profeta de fatos ou eventos
(A) enigmáticos.
(B) contestáveis.
(C) imaginários.
(D) consumados.
(E) cotidianos.
QUESTÃO 04
“Neste jantar, a que os meus amigos deram o nome de banquete, em falta de outro melhor, reuni umas cinco pessoas, conquanto as notícias dissessem trinta e três (anos de Cristo), no intuito de lhe dar um aspecto simbólico.” (2º parágrafo)
UNESP 2021: No contexto em que se inserem, as orações sublinhadas expressam, respectivamente, ideia de
(A) condição e comparação.
(B) condição e finalidade.
(C) consequência e comparação.
(D) concessão e finalidade.
(E) concessão e consequência.
QUESTÃO 05
UNESP 2021: Para evitar a repetição de um verbo já mencionado, o narrador recorre à elipse de um verbo na frase
(A) “Pancrácio, que estava à espreita, entrou na sala, como um furacão, e veio a abraçar-me os pés.” (4º parágrafo)
(B) “Ouvi cabisbaixo; fiz outro discurso agradecendo, e entreguei a carta ao molecote.” (4º parágrafo)
(C) “Quando nasceste, eras um pirralho deste tamanho; hoje estás mais alto que eu.” (8º parágrafo)
(D) “Pancrácio aceitou tudo; aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por me não escovar bem as botas; efeitos da liberdade.” (13º parágrafo)
(E) “Ele continuava livre, eu de mau humor; eram dois estados naturais, quase divinos.” (13º parágrafo)
Leia o poema “Ausência”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder às questões de 06 a 08.
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus
[braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
(Corpo, 2015.)
QUESTÃO 06
UNESP 2021: Depreende-se do poema que
(A) a ausência, uma vez incorporada, torna-se parte constitutiva do eu lírico.
(B) a ausência, convertida em falta, passa a suprir uma carência do eu lírico.
(C) a falta e a ausência, convertidas em instâncias internas, aliviam a solidão do eu lírico.
(D) a falta e a ausência, uma vez personificadas, tornam-se companheiras do eu lírico.
(E) a falta, uma vez convertida em ausência, passa a ser verbalizada pelo eu lírico.
QUESTÃO 07
UNESP 2021: Os três pronomes “a” do poema referem-se, respectivamente, a
(A) ausência, falta, ausência.
(B) ausência, ausência, falta.
(C) falta, falta, ausência.
(D) falta, ausência, ausência.
(E) falta, ausência, falta.
QUESTÃO 08
UNESP 2021: As palavras podem mudar de classe gramatical sem sofrer modificação na forma. A este processo de enriquecimento vocabular pela mudança de classe das palavras dá-se o nome de “derivação imprópria”.
(Celso Cunha. Gramática do português contemporâneo, 2013. Adaptado.)
No contexto do poema “Ausência”, observa-se um exemplo de derivação imprópria no verso
(A) “Hoje não a lastimo.”
(B) “A ausência é um estar em mim.”
(C) “que rio e danço e invento exclamações alegres,”
(D) “ninguém a rouba mais de mim.”
(E) “Por muito tempo achei que a ausência é falta.”
QUESTÃO 09
UNESP 2021: Escritor refletido e cheio de recurso, a sua obra é uma das minas da literatura brasileira, até hoje, e embora não pareça, tem continuidades no Modernismo. Nossa iconografia imaginária, das mocinhas, dos índios, das florestas, deve aos seus livros muito da sua fixação social; de modo mais geral, para não encompridar a lista, a desenvoltura inventiva e brasileirizante da sua prosa ainda agora é capaz de inspirar.
(Roberto Schwarz. Ao vencedor as batatas, 2000. Adaptado.)
O comentário refere-se ao escritor
(A) Raul Pompeia.
(B) Manuel Antônio de Almeida.
(C) José de Alencar.
(D) Tomás Antônio Gonzaga.
(E) Aluísio Azevedo.
Leia o trecho do ensaio “As mutações do poder e os limites do humano”, de Newton Bignotto, para responder às questões de 10 a 12.
A modernidade se construiu a partir do Renascimento à luz da famosa asserção do filósofo italiano Pico della Mirandola em seu Discurso sobre a dignidade do homem (1486), segundo o qual fomos criados livres e com o poder de escolher o que desejamos ser. Diferentemente dos outros seres, o homem pode constituir a própria face e transitar pelos caminhos mais elevados, ou degenerar até o nível inferior das bestas.
Para Pico della Mirandola, o homem é um ser autoconstruído, e, por isso, não podemos atribuir a forças transcendentes nem os sucessos nem os fracassos. A liberdade para forjar sua própria natureza é um dom que implica riscos. Se com frequência preferimos olhar apenas para a força de uma vontade, que decidiu explorar o mundo com as ferramentas da razão, desde a era do Barroco sabemos que o real comporta um lado escuro, que não pode ser simplesmente esquecido. Ao lado do racionalismo triunfante, sempre houve um grito de alerta quanto às trevas que rondavam as sociedades modernas. O século XX viu essas trevas ocuparem o centro da cena mundial e enterrou para sempre a ideia de que o progresso da civilização iria nos livrar de nossas fraquezas e defeitos.
O século da técnica e dos avanços espetaculares da ciência foi também o século dos massacres e do aparecimento da morte em escala industrial. Tudo se passa como se a partir de agora não pudéssemos mais esquecer da besta, que Pico della Mirandola via como uma das possibilidades de nossa natureza. O monstro, que rondava a razão, e que por tanto tempo pareceu poder ser por ela derrotado, aproveitou-se de muitas de suas conquistas para criar uma nova identidade, que nos obriga a conviver com a barbárie no seio mesmo de sociedades que tanto contribuíram para criar a imagem iluminada do Ocidente.
(Adauto Novaes (org.). Mutações, 2008. Adaptado.)
QUESTÃO 10
UNESP 2021: De acordo com Pico della Mirandola,
(A) a capacidade de autodeterminação caracteriza os homens.
(B) a ideia de livre-arbítrio acabou por se revelar ilusória.
(C) o convívio com a barbárie corrompeu a natureza humana.
(D) os homens acostumaram-se à condição de bestas.
(E) o progresso da humanidade passa invariavelmente pela barbárie.
QUESTÃO 11
UNESP 2021: Está empregado em sentido figurado o termo que qualifica o substantivo na expressão
(A) “sociedades modernas” (2º parágrafo).
(B) “lado escuro” (2º parágrafo).
(C) “escala industrial” (3º parágrafo).
(D) “famosa asserção” (1º parágrafo).
(E) “forças transcendentes” (2º parágrafo).
QUESTÃO 12
UNESP 2021: Dêiticos: expressões linguísticas cuja interpretação depende da pessoa, do lugar e do momento em que são enunciadas. Por exemplo, “eu” designa a pessoa que fala “eu”. Expressões como “aqui”, “hoje” devem ser interpretadas em função de onde e em que momento se encontra o locutor, quando diz “aqui” e “hoje”.
(Ernani Terra. Leitura do texto literário, 2014. Adaptado.)
Verifica-se a ocorrência de dêitico no seguinte trecho:
(A) “O século da técnica e dos avanços espetaculares da ciência foi também o século dos massacres e do aparecimento da morte em escala industrial.” (3º parágrafo)
(B) “Diferentemente dos outros seres, o homem pode constituir a própria face e transitar pelos caminhos mais elevados, ou degenerar até o nível inferior das bestas.” (1º parágrafo)
(C) “A liberdade para forjar sua própria natureza é um dom que implica riscos.” (2º parágrafo)
(D) “Ao lado do racionalismo triunfante, sempre houve um grito de alerta quanto às trevas que rondavam as sociedades modernas.” (2º parágrafo)
(E) “Tudo se passa como se a partir de agora não pudéssemos mais esquecer da besta, que Pico della Mirandola via como uma das possibilidades de nossa natureza.” (3º parágrafo)
Leia o texto para responder às questões de 13 a 17.
“Culture is language”:
why an indigenous tongue is thriving in Paraguay
On a hillside monument in Asunción, a statue of the mythologized indigenous chief Lambaré stands alongside other great leaders from Paraguayan history. The other historical heroes on display are of mixed ancestry, but the idea of a noble indigenous heritage is strong in Paraguay, and — uniquely in the Americas — can be expressed by most of the country’s people in an indigenous language: Paraguayan Guaraní. “Guaraní is our culture — it’s where our roots are,” said Tomasa Cabral, a market vendor in the city.
Elsewhere in the Americas, European colonial languages are pushing native languages towards extinction, but Paraguayan Guaraní — a language descended from several indigenous tongues — remains one of the main languages of 70% of the country’s population. And unlike other widely spoken native tongues — such as Quechua, Aymara or the Mayan languages — it is overwhelmingly spoken by non-indigenous people.
Miguel Verón, a linguist and member of the Academy of the Guaraní Language, said the language had survived partly because of the landlocked country’s geographic isolation and partly because of the “linguistic loyalty” of its people. “The indigenous people refused to learn Spanish,” he said. “The imperial governors had to learn to speak Guaraní.” But while it remains under pressure from Spanish, Paraguayan Guaraní is itself part of the threat looming over the country’s other indigenous languages. Paraguay’s 19 surviving indigenous groups each have their own tongue, but six of them are listed by Unesco as severely or critically endangered.
The benefits of speaking the country’s two official languages were clear. Spanish remains the language of government, and Paraguayan Guaraní is widely spoken in rural areas, where it is a key requisite for many jobs. But the value of maintaining other tongues was incalculable, said Alba Eiragi Duarte, a poet from the Ava Guaraní people. “Our culture is transmitted through our own language: culture is language. When we love our language, we love ourselves.”
(William Costa. www.theguardian.com, 03.09.2020. Adaptado.)
QUESTÃO 13
UNESP 2021: The text is mainly about
(A) the relevance of indigenous languages in South America.
(B) endangered tribal languages such as Paraguayan Guaraní.
(C) conflicts between Paraguayan Guaraní and Spanish speaking communities.
(D) the strength and importance of Paraguayan Guaraní for cultural identity.
(E) the role of tribal indigenous chiefs as leaders in Paraguay.
QUESTÃO 14
UNESP 2021: According to the text, the fact that 70% of Paraguayan population speak Guaraní makes the language
(A) to be likely to replace Spanish, which is the official language in Paraguay.
(B) absorb influences from other tribal languages like Quechua, Aymara or Mayan tongues.
(C) comparable to Aymara, which is also widely spoken by people of non-indigenous origin.
(D) stand out when compared to other native languages in Latin America, such as Quechua.
(E) to be pressed towards extinction by Spanish, the European colonial language in Paraguay.
QUESTÃO 15
UNESP 2021: No trecho do segundo parágrafo “And unlike other widely spoken native tongues”, o termo sublinhado expressa
(A) equivalência.
(B) conclusão.
(C) contraste.
(D) motivação.
(E) preferência.
QUESTÃO 16
UNESP 2021: De acordo com o texto, um dos motivos da popularidade da língua guarani no Paraguai deve-se
(A) ao isolamento geográfico do país, uma vez que se localiza no interior do continente, sem saída para o mar.
(B) à dificuldade que a população indígena tinha para aprender o espanhol, uma vez que as duas línguas são muito diferentes.
(C) à decisão da elite de colonizadores espanhóis em aprender o guarani para melhor controlar seus empregados.
(D) à tentativa bem-sucedida da realeza imperial espanhola de querer impor sua língua e religião às colônias.
(E) à facilidade de aprendizagem da língua por conta de sua estrutura simples e vocabulário reduzido.
QUESTÃO 17
UNESP 2021: The excerpt from the third paragraph “But while it remains under pressure from Spanish, Paraguayan Guaraní is itself part of the threat looming over the country’s other indigenous languages” means that Paraguayan Guaraní
(A) is part of a complex web of indigenous languages equally spoken in 19 multilingual tribal communities in Latin America.
(B) might eventually disappear along with minor indigenous languages in favour of the Spanish language.
(C) should become more widespread than Spanish in the southern region of Latin America.
(D) exerts pressure on speakers of other indigenous languages, who may end up abandoning their native language to speak Guaraní.
(E) might acquire influences of Spanish and other languages and substantially change over time.
QUESTÃO 18
Leia o texto e examine o mapa.
The UN Atlas of Endangered Languages lists 18 languages with only one remaining speaker in 2010.
With about one language disappearing every two weeks, some of these have probably already died off.
1. Apiaka is spoken by the indigenous people of the same name who live in the northern state of Mato Grosso in Brazil. The critically endangered language belongs to the Tupi language family. As of 2007, there was one remaining speaker.
2. Bikya is spoken in the North-West Region of Cameroon, in western Africa. The last record of a speaker was in 1986, meaning the language could now be extinct.
3. Chana is spoken in Parana, the capital Argentina’s province of Entre Rios. As of 2008, there was only one speaker.
4. Dampal is spoken in Indonesia, near Bangkir. Unesco reported that there was one speaker as of 2000.
5. Diahoi is spoken in Brazil. Those who speak it live on the indigenous lands Diahui, Middle Madeira river, Southern Amazonas State, Municipality of Humaita. As of 2006, there was one speaker left.
6. Kaixana is a language of Brazil. As of 2008, the sole remaining speaker was believed to be 78-year-old Raimundo Avelino, who lives in Limoeiro in the Japura municipality in the state of Amazonas.
7. Laua is spoken in the Central Province of Papua New Guinea. It is part of the Mailuan language group and is nearly extinct, with one speaker documented in 2000.
8. Patwin is a Native American language spoken in the western US. Descendants live outside San Francisco in Cortina and Colusa, California. There was one fluent speaker documented as of 1997.
9. Pazeh is spoken by Taiwan’s indigenous tribe of the same name. Mrs. Pan Jin Yu, 95, was the sole known speaker as of 2008.
(www.csmonitor.com. Adaptado.)
UNESP 2021: De acordo com o texto e o mapa,
(A) dezoito línguas foram consideradas extintas por não haver registros de falantes vivos.
(B) as línguas ameaçadas de desaparecimento serão recuperadas pela ONU por meio de registros e gravações.
(C) as nove línguas identificadas já desapareceram há três décadas.
(D) as populações indígenas deixam de usar a sua língua nativa quando migram para centros urbanos.
(E) o país que concentra a maioria das nove línguas em extinção é o Brasil, predominantemente localizadas em sua região Norte.
QUESTÃO 19
Leia a tira “Calvin e Haroldo”, de Bill Watterson.
UNESP 2021: No último quadrinho, a fala de Calvin revela que ele
(A) ficou com medo da irritação da sua mãe.
(B) achou que a água continuava quente demais.
(C) não quis mais sair do banho.
(D) admitiu que a mãe estava certa.
(E) entrou na banheira contra a sua vontade.
QUESTÃO 20
Leia a tira.
UNESP 2021: A expressão “laugh your head off” equivale, em português, a
(A) sorrir amarelo.
(B) morrer de rir.
(C) contar uma piada.
(D) perder a cabeça.
(E) ficar feliz da vida.





